
Escrita · 31 mai 2021
A usar o tablet de papel reMarkable
Ler, escrever, pensar e repetir
Este mês recebi o meu tablet de papel reMarkable e desde então tenho-o usado muito: a ler, a escrever e a pensar. O ecrã que parece papel faz-te esquecer as entranhas digitais. Continua a ler para saberes o que penso.

Quando abres a caixa do reMarkable, és recebido com o slogan "Better paper, Better thinking". Como é que se pode melhorar o papel?

Difícil de captar numa fotografia, mas a recriação fiel do papel no ecrã do reMarkable parece muito real aos olhos e aos dedos. O corpo fino e leve combina na perfeição com o ecrã único para o seu objetivo: criar "papel melhor".



No início pensei no reMarkable como um tablet sofisticado de leitura (e escrita). Mas passado pouco tempo aconteceu algo estranho. Deixei de pensar na "coisa" como um tablet eletrónico. A tecnologia desapareceu para segundo plano. A "coisa" tornou-se apenas o meu livro ou apenas a minha escrita.

Em muitas ocasiões, esta característica de "não ser um dispositivo" eliminou qualquer estranheza que se possa imaginar ao combiná-lo com outros dispositivos. O minimalista em mim não teve qualquer problema em combinar o reMarkable com o meu outro tablet favorito: o iPad.

Esboçar ideias ajuda-me a iterar os meus pensamentos. Delinear uma ideia, pensar nela e preencher os detalhes em falta. O reMarkable cumpre a promessa de "papel melhor" ao permitir copiar, arquivar e partilhar digitalmente o teu trabalho.


Conclusão
Se procuras "papel melhor", o reMarkable é uma opção forte. O tablet faz (quase) tudo bem para sair do teu caminho. O foco numa única tarefa distingue-o de praticamente todos os outros tablets que tentam fazer tudo. Esta ênfase singular pode não agradar a toda a gente, mas para quem valoriza este foco pode ser bastante "remarkable" (trocadilho intencional!).